Invenção do LED azul premiada

É caso para dizer que, finalmente, fez-se luz!… A invenção do primeiro LED de luz branca foi distinguida na semana passada com o Prémio Nobel da Física de 2014. A Academia Sueca premiou os japoneses Isamu Akasaki e Hiroshi Amano e o norte-americano Shuji Nakamura, cientistas que, em meados da década de 90, trabalhavam nos laboratórios da Nichia Chemical Industries e que lograram uma descoberta que trouxe grandes benefícios para o mercado da iluminação, para a economia, para a ecologia e para a própria sociedade.

Apesar da origem histórica do LED remontar ao início do século XX, quando foi descoberto o processo de eletroluminescência, só muitas décadas mais tarde, em 1962, é que foi criado o primeiro LED “moderno”. Nick Holonyak Jr., da General Electric, desenvolveu o primeiro dispositivo a emitir no espetro visível, na altura com luz vermelha (a que se seguiram as descobertas dos LEDs de cor âmbar e verde). Holonyak passou a ser considerado o “pai do LED”, mas só mais tarde, a meio da década de 90, é que Shuji Nakamura e a sua equipa conseguiram juntar ao espetro de emissão a cor azul e oferecer ao LED a capacidade de emitir luz branca – a combinação das três cores fundamentais.

Há já quem defenda que este Prémio Nobel da Física de 2014 irá dotar ao esquecimento a descoberta do LED a emitir luz vermelha. Há quem defenda também que Holonyak deveria ter sido também ele laureado e o próprio já afirmou “sentir-se insultado”, porque uma descoberta tecnológica levou à outra. Ninguém saberá dizer com certezas se, no futuro, só a descoberta do “LED azul” prevalecerá. Porém, fica a certeza que esta distinção poderá indicar um novo rumo para o mercado global da iluminação e de grandes benefícios para a humanidade.
 

Veja a reportagem da SIC Notícias relacionada com este Prémio Nobel da Física: